19.8.13

Pausa


No dia do meu aniversário, que foi lindamente comemorado, percebi o cansaço dos últimos tempos. A vida mudou e ainda estou me entendendo com ela. Farei uma pausa por tempo indeterminado. Preciso arrumar a casa, a mesa e a cabeça. 


 Aproveito para contar que o bolo do meu aniversário está na revista Vida tododia.
  
Se quiser me acompanhar (quase) diariamente, estarei na Fanpage do Estúdio Blumen.
Até a volta!
  
Ps1: o marido arrasou nas flores.


1.8.13

Meu biscoito berlinense: vanillekipferl



Recordar é viver. Se minha temporada na Alemanha fosse um biscoito, seria um vanillekipferl. Esqueça o nome cheio de letrinhas. É, simplesmente, o biscoito meia lua de baunilha. Descobri nos primeiros meses  e virou companhia constante do meu café. No final da temporada alemã, descobri que é um dos biscoitos tradicionais de Natal. Um dia desses, tive saudades de Berlim e resolvi aplacá-la com o biscoito querido.  Senhor google me levou até um blog português, com nome engraçadinho, e de lá adaptei a receita. Na falta de favas de baunilha, ataquei de essência. 

Ingredientes:
♥ 100 g de farinha de amêndoas (triturei as amêndoas);
♥ 275 g de farinha de trigo;
♥ 90 g de açúcar de confeiteiro para a massa;
♥ 1 pitada de sal;
♥ 2 colheres (café) de essência de baunilha (a receita original usou 1 fava raspada);
♥ 2 gemas de ovo;
♥ 200 g de manteiga em pedacinhos;
♥ 150 g de açúcar (a receita original misturou ao açúcar mais uma fava de baunilha raspada).

Modo de fazer:
1. Misture a farinha de amêndoas, a farinha, o açúcar, o sal, a essência de baunilha e a manteiga. Misture os ingredientes até obter uma farofa homogênea. Acrescente as gemas e trabalhe a massa rapidamente. Divida a massa em duas partes e enrole-as, formando umas “minhocas” compridas. Embale em filme plástico e leve à geladeira por 2 horas.
2. Corte a massa em mais ou menos 80 pedaços. Faça bolinhas. Depois, é necessário pressioná-las entre as palmas das mãos até obter uma linha. Afine as extremidades. Coloque os biscoitos sobre a forma, dando a eles a forma de meia lua. Os biscoitos crescem um pouco, por isso é importante deixar um espaço entre eles.
3. Pré-aqueça o forno a 180°. Asse os biscoitos por mais ou menos 12 minutos, até ficarem dourados. O tempo pode variar de um forno para o outro.
4. Jogue o açúcar sobre os biscoitos ainda quentes, movimentando-os. Assim que esfriarem, guarde em recipiente fechado.



Ficou delicioso. Mas preciso confessar: o açúcar de confeiteiro com fava de baunilha, em volta do biscoito, faz toda a diferença. Que não tem cão caça com gato. Ficou parecido com meu biscoito berlinense. E a saudade foi aplacada.


Ps: este post foi escrito no meio de uma viagem de trabalho e às vésperas do meu aniversário. Amanhã é o dia (02/08)! Depois dos últimos seis anos de aniversários pelo mundo, luxo para mim é estar rodeada de amigos. Provavelmente, quando você estiver lendo este post, estarei cozinhando ou almoçando com amigas queridas. Se der conta de tudo – cozinhar, divertir-me e fotografar, contarei a aventura por aqui. Se não der, tudo bem. O que importa é viver .

25.7.13

A primeira feira a gente nunca esquece























 Uma aventura. Dezessete dias antes, decidi participar como expositora no Picnik. Fui ao último evento e fiquei encantada com a proposta e com a energia das pessoas.  O sonho de fazer minha avant première em uma feira foi ganhando forma. Quando recebi o convite, apesar do contexto conturbado: disse sim. Trabalhei duro. A maioria dos meus moldes de sabonete é de fora. Resultado: só tenho um.  Então, todos dias, religiosamente, trabalhei  para montar o stand do Picnik.  Nesse ato, quase meditativo, descobri o o motivo de ter me encontrado com os sabonetes e com os aromatizadores.  No meu empreendimento criativo, utilizo várias habilidades manuais que amo. Cozinho - fazer sabonete é muito parecido com o ato de fazer comida. Além disso, brinco de misturar cores e aromas. Finjo que sou designer gráfica (eu sei: preciso fazer um curso. Não é possível  viver de Picmonkey). Planejo e faço embalagens. Em feiras, monto mesa de festa. De tudo um pouco.  Foi uma trabalheira, mas me diverti.



Um pouco do durante.

Para ficar sozinha no stand, foi importante estabelecer amizade com o entorno. Contei com a solidariedade de outros expositores, de amigas e do marido.  Regina, amiga talentosa do Gauche Atelier, também estava lá.


Tive que relaxar com o público. Utilizei técnicas de respiração da yoga (brincadeira) para não surtar com os apertões nos meus sabonetes. Se ganhasse pelo número de apertões, ficaria rica.


A venda inusitada: meu vizinho do lado direito era um cabeludo vendedor de vinil e, no final da feira, comprou aromatizadores. Ri sozinha, os brutos também amam.


Dei aconselhamento afetivo. Um rapaz me pediu uma sugestão de presente para esposa. Confessou  que eles estavam brigados. Sugeri o buquê de tulipas e dei a dica: pede ela em casamento de novo.  Não tem mulher que resista.

Vendi metade do que levei. Paguei todos custos e tive lucro. Fiz contatos e conheci muita gente. Se computasse as horas de trabalho, assistiria televisão. O mais importante: estou abastecida de suspiros e elogios! Penso em repetir a aventura no final do ano.